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Notícias   >   Ato contra aborto leva 5 mil à Esplanada dos Ministérios

19/11/2014 09:57

Grupo pediu aprovação de leis que garantem direitos dos fetos.
Chuva e vento espantaram manifestantes após chegada ao Congresso.

Manifestantes contrários ao aborto se reuniram na tarde desta terça-feira (4) em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, para protestar contra o projeto de lei em tramitação na Câmara Federal e cobrar a votação de outras propostas.
O ato começou na Torre de TV no início da tarde e chegou ao Congresso por volta das 16h30, mas a chuva e o forte vento que atingiram a área central da capital dispersaram o grupo, cerca de meia hora depois.
A ação foi coordenada pelo Movimento Nacional da Cidadania Pela Vida Brasil Sem Aborto. Este foi o sétimo ato organizado pela entidade. Segundo os manifestantes, o protesto teve mais participantes do que em 2013, quando reuniu 7 mil pessoas. A Polícia Militar estimou que 5 mil estiveram no ato desta terça.
O secretário-geral do Brasil Sem Aborto, Allan Araújo, diz que a principal preocupação do movimento é acompanhar a reforma do Código Penal, em tramitação no Senado. O texto prevê a descriminalização do aborto até o terceiro mês de gestação.
Textos que aumentam as restrições sobre a interrupção da gravidez recebem o apoio do movimento. Entre os exemplos estão o Estatuto do Nascituro, proposto em 2007, que estabelece proteção jurídica ao feto, e uma proposta de emenda à Constituição que estabelece a inviolabilidade do direito à vida desde a concepção.
“Somos a favor do que já é previsto por lei, ou seja, aborto em caso de risco irreversível à vida da mãe e em caso de estupro. Quanto ao resto, não há um consenso científico sobre o início da vida. Se é na fecundação, na nidação (fixação do embrião), na formação do cérebro, então saímos em defesa do feto”, diz Araújo.
Por causa da chuva, poucos parlamentares saíram para conversar com os manifestantes. Por volta das 17h30, uma hora após a chegada do grupo ao Congresso, menos de 200 pessoas ainda continuavam no local.
Um grupo católico fazia preces no gramado central da Esplanada. Parte dos fiéis estava de joelhos. Um seminarista que não quis se identificar mencionou a “ameaça do comunismo” e a importância da oração aliada aos protestos.
Segundo Araújo, a manifestação recebeu apoio de entidades como a  Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Federação Espírita do Brasil (FEB) e Federação Nacional das Associações Pestalozzi (Fenasp). Segundo ele, o movimento é "suprapartidário e suprarreligioso", mas conta com apoio de católicos, evangélicos e espíritas.


Fonte: G1